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SÃO PEDRO CRISÓLOGO SOBRE O JEJUM

<<Porque é que nós jejuamos e os Teus discípulos não jejuam?» Porquê? Porque para vós o jejum é uma questão de lei. Não é um dom espontâneo. Em si mesmo, o jejum não tem valor; o que conta é o desejo daquele que jejua. Que proveito pensais tirar do vosso jejum, se jejuais constrangidos e forçados por uma lei? O jejum é um arado maravilhoso para lavrar o campo da santidade. Mas os discípulos de Cristo foram enviados a trabalhar no campo já maduro da santidade; eles comem o pão da colheita nova. Como poderiam eles ser obrigados a praticar jejuns agora caducos? «Poderão os convidados para a boda jejuar enquanto o Esposo está com eles?»

Aquele que se casa entrega-se inteiramente à alegria e toma parte do banquete; mostra-se muito afável e alegre para com os convidados; faz tudo o que Ihe inspira o seu afecto pela esposa. Cristo celebra as Suas bodas com a Igreja enquanto vive na terra. É por isso que aceita tomar parte nas refeições para as quais é convidado. Cheio de benevolência e amor, mostra-Se humano, acessível e amável. Não veio Ele para unir o homem a Deus e fazer dos Seus companheiros membros da família de Deus?

Do mesmo modo, diz Jesus: <<Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha». Esse pano novo é o tecido do Evangelho, que está em vias de ser entretecido com a lã do Cordeiro de Deus: uma veste real que o sangue da Paixão irá em breve tingir de vermelho. Como aceitaria Cristo unir esse pano novo com a vetustez do legalismo de Israel?

Assim como «ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho romperá os odres e perde-se o vinho, tal como os odres. Mas vinho novo, em odres novos.>> Esses odres novos são os cristãos. O jejum de Cristo é que purificará esses odres de toda a sujidade, para que fique intacto o sabor do vinho novo. O cristão torna-se assim o odre novo, pronto a receber o vinho novo, o vinho das bodas do Filho, pisado na prensa da cruz.

São Pedro Crisólogo: Sermão sobre Marcos 2; PL 52, 287
(Retirado de arsenalcatolico.com.br)

Tropárions de Compunção, T. 6:


Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade de nós pois, não tendo nenhuma justificativa, nós pecadores oferecemos esta oração: tem piedade de nós, Senhor.

Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo. 

Senhor, tem piedade de nós, pois em Ti temos esperança, que a Tua ira não caia sobre nós, nem Te lembres de nossas iniquidades, mas baixa agora o Teu olhar, Tu que és compassivo e livra-nos dos nossos inimigos, pois Tu és o nosso Deus e nós somos o Teu Povo; somos todos obra das Tuas mãos e clamamos o Teu Nome.

E agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém. 

Abre-nos as portas da misericórdia, bendita Theotókos, a fim de que esperando em ti não pereçamos, mas, pela tua intercessão, sejamos livres de toda adversidade, pois tu és a salvação do povo cristão.

Kyrie, eléison! (12x)

Pai nosso que estás nos Céus, santificado seja o Teu nome, venha à nós o Teu Reino, seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje, perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores, e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.